quarta-feira, 3 de maio de 2017

Alfred Wallace, o outro pai da Teoria da Evolução

No centenário de sua morte, cientista britânico é relembrado por suas ideias sobre seleção natural similares à de Darwin



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Alfred Wallace: teoria da Evolução não se aplicaria à mente humana, que teria origem divina - Reprodução
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RIO - A despeito de toda polêmica fomentada por fundamentalistas religiosos, a Teoria da Evolução é considerada um dos pilares da ciência e, seu autor, um dos mais conhecidos e influentes cientistas e pensadores do mundo. Mesmo quem não é capaz de citar muitos nomes de cientistas costuma se lembrar de Charles Darwin. Curiosamente isso ocorre — ao menos em parte — por conta da seleção natural e da sobrevivência das ideias do mais bem adaptado no mundo acadêmico. No caso, Darwin
É que, na verdade, ele não foi o único autor da ideia da evolução pela seleção natural. Um outro naturalista britânico, Alfred Russel Wallace, desenvolveu ideias semelhantes em paralelo às de Darwin e acabou apresentando com ele os primeiros estudos sobre o tema, em 1858. Entretanto, atualmente, poucos se lembram da contribuição de Wallace, morto há um século. Isso faz sentido porque, embora fosse um sujeito de ideias revolucionárias, ele não era capaz de desenvolvê-las. Mesmo assim, explicam especialistas, se antecipou a Darwin na preparação de um esboço de estudo e, se não tivesse decidido submeter o seu trabalho ao colega, poderia ter tido a primazia da publicação.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Introdução à evolução


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Este artigo pretende ser uma introdução geral e acessível ao conceito, para mais informações veja o artigo Evolução.

Evolução é o processo constante de mudança que tem vindo a transformar a vida na Terra desde o seu princípio mais simples até à sua diversidade existente.[1] A evolução ocorre através de mudanças nos genes, as "instruções para "construir" os organismos. Quando um ser vivo se reproduz, pequenas mudanças aleatórias nos seus genes fazem com que o seu descendente seja diferente dele próprio. Por vezes estas mudanças aumentam a probabilidade de um descendente sobreviver o tempo suficiente para se reproduzir; e assim, os genes responsáveis por essa característica beneficial são transmitidos aos filhos, tornando-se mais comuns na próxima geração.


SAIBA MAIS

https://pt.wikipedia.org/wiki/Introdu%C3%A7%C3%A3o_%C3%A0_evolu%C3%A7%C3%A3o

domingo, 30 de abril de 2017

Elo Perdido

Fóssil de transição

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Em paleontologia, dá-se o nome de forma ou fóssil de transição a um organismo, conhecido apenas do registo fóssil, que combina características dos seus descendentes e antecessores evolutivos. Estes fósseis são conhecidos popularmente como "elos perdidos" da evolução, embora o termo seja pouco preciso em termos científicos, uma vez que a evolução das espécies é mais complexa que uma simples cadeia onde há um elo em falta. De fato, a grande maioria dos fósseis de transição não é antecessora direta de formas atuais. Tendo em conta que a evolução das espécies é um processo contínuo, todos os organismos vivos num dado momento representam formas transicionais, mas algumas são particularmente importantes para perceber a relação filogenética entre grupos distintos.
A existência de formas de transição foi posta pela primeira vez por Charles Darwin no seu livro "A Origem das Espécies", publicado numa altura em que a paleontologia dava os seus primeiros passos enquanto ciência. A ausência de fósseis de transição conhecidos era um grande obstáculo à teoria da evolução, reconhecido pelo próprio Darwin. Dois anos mais tarde, porém, foram descobertos fósseis de Archaeopteryx, numa formação geológica alemã, que combinavam as penas e asas de aves com mandíbulas e cauda de réptil. Nas décadas seguintes, a existência de fósseis de transição foi confirmada por mais descobertas, em particular pelos estudos do paleontólogo Othniel Charles Marsh, que reconstruiu a evolução dos equídeos com base em várias formas transicionais.
No entanto, de acordo com Simon Conway-Morris (Universidade de Cambridge), o resultado líquido está muito longe de um tapete perfeito de forma que permitiria que um investigador lesse a Árvore da Vida, simplesmente por encontrar os intermediários - vivos e extintos - que, em princípio, conectam todas as espécies.

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sexta-feira, 21 de abril de 2017



Onde está o elo perdido?

Existem vários candidatos ao posto de último ancestral comum aos chimpanzés e humanos.


Thiago Lotufo

Como todos sabem, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ardipithecus não é Australopithecus, Australopithecus não é Homo erectus e urubu não é minha loira. Por isso, é melhor que cada macaco fique no seu próprio galho e que se saiba aqui que Elo Perdido não é aquele seriado que passava na tevê nos anos 70. Elo Perdido é o último ancestral comum aos chimpanzés e seres humanos. Depois dele, homem ficou sendo homem – até chegar ao Homo sapiens – e chimpanzé continuou chimpanzé. A questão é quando e onde este ser teria vivido?

O mais famoso candidato é, na verdade, uma candidata. Foi descoberta na Etiópia em 1974 e batizada de Lucy (por causa de “Lucy in the Sky with Diamonds” dos Beatles). Seus ossos datam de 3,2 milhões de anos atrás. O cérebro era pequeno e sua estatura não passava de um metro. Foi classificada entre os Australopithecus afarensis e por muito tempo ocupou o posto de avó da humanidade.
Perdeu a vaga em 1992 para um Ardipithecus ramidus encontrado também na Etiópia. Ele teria vivido há 4,4 milhões de anos e foi considerado o hominídeo mais antigo já descoberto. Isso até o ano passado.
Por quê? Porque em 2002 uma equipe de arqueólogos liderada pelo francês Michel Brunet encontrou um crânio, dois pedaços de mandíbula e três dentes de 7 milhões de anos. O achado se deu na República do Chade e os fósseis constituíram uma nova espécie: Sahelanthropus tchadensis. Mas ganharam também o nome de Toumaï, que significa “esperança de vida” no idioma goran.
O crânio tem a parte frontal achatada com fortes sinais de uma sobrancelha sobre a cavidade dos olhos. A parte de trás, no entanto, é mais parecida com a de um chimpanzé. Sua estatura é estimada entre 1,15 m e 1,25 m e como não se encontrou o restante do esqueleto não dá para saber o seu modo de locomoção.
Este seria então o elo perdido entre o homem e o chimpanzé?
Pode ser. Mas até há pouco geneticistas acreditavam que o último ancestral teria vivido entre 5 milhões e 6 milhões de anos atrás – o que pode levar a crer que os 7 milhões de Toumaï estaria muito mais para um gorila.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Fósseis revelam detalhes de réptil pré-histórico "bizarro"


Uma criatura do tamanho de um crocodilo que viveu há 242 milhões de anos é o mais antigo réptil marinho herbívoro já encontrado, de acordo com evidências reveladas pelo estudo de fósseis da espécie.
Duas ossadas encontradas na China permitiram conhecer detalhes do crânio do Atopodentatus e como ele se alimentava.
Cientistas dizem que o animal usava sua cabeça em forma de martelo para comer plantas submarinas. Só alguns répteis marinhos, vivos ou extintos, são herbívoros.
O cientista Nick Fraser, do Museu Nacional da Escócia, trabalhou nos fósseis e disse que eles parecem ter saído de um livro infantil, porque o réptil em questão é um "animal muito, muito bizarro", diz ele.
"Acreditamos que ele raspava algas e coisas assim de rochas que estavam debaixo d'água. Répteis marinhos herbívoros são muitos raros - e esse é o mais antigo que conhecemos."

Dentes estranhos

Modelo feito por cientistas mostra como seria a cabeça do animal
Os primeiros fósseis da criatura foram descobertos há alguns anos. Ele foi chamado de Atopodentatus unicus, que significa "singularmente estranho e cheio de dentes" em latim.
Novos fósseis localizados na província chinesa de Yunnan pela cientista Chun Li, do Instituto de Paleontologia e Paleantropologia de Vertebrados, em Pequim, permitiram conhecer de forma inédita o crânio do animal.
A descoberta publicada no periódico científico Science Advances mostra que, em vez de ter um focinho comprido como se pensava, esse réptil tinha uma mandíbula em formato de martelo com dentes por todas as bordas.
Fraser diz que o Atopodentatus ajuda compreender melhor o período em que houve uma extinção em massa no planeta, há 252 milhões de anos, já que ele viveu em uma época em que a Terra estava se recuperando da perda de 90% dos animais marinhos.
"A existência de um animal tão especializado como o Atopodentatus unicus mostra que a vida se recuperou e se diversificou mais rapidamente do que pensávamos", afirma o cientista.
"E é definitivamente um animal que ninguém pensava que tivesse existido. Olhe para ele, é uma loucura!"
NoticiasUOL
Postado por: Ygor I. Mendes

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sexo entre humanos e neandertais 'ocorreu 40 mil anos antes do que se pensava'

Seres humanos modernos tiveram cruzamentos com neandertais muito antes do que se pensava, afirmam pesquisadores.
Traços de DNA humano encontrados em um genoma neandertal sugerem que começamos a nos misturar com nossos extintos parentes há 100 mil anos.
Imaginava-se até então que as duas espécies haviam se encontrado pela primeira vez quando humanos modernos deixaram a África, há cerca de 60 mil anos.

O estudo foi publicado na revista científica Nature. Para Sergi Castellano, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, a descoberta é "significativa para o entendimento da história de humanos modernos e neandertais".
Resquícios de uma neandertal fêmea, encontrados em uma caverna remota nas montanhas Altai, na Sibéria (Rússia), foram a fonte das revelações sobre a vida sexual de nossos ancestrais.
Uma análise genética revelou presença de porções de DNA humano dentro do genoma da neandertal, indicando um cruzamento de espécies há 100 mil anos.
Pesquisas anteriores haviam sugerido que esses cruzamentos com nossos parentes corpulentos e de sobrancelhas proeminentes tinham começado quando humanos deixaram a África e começaram a se espalhar pelo mundo.
Ao deixar o continente, eles encontraram e tiveram cruzamentos com os neandertais, que viveram ao longo da Europa e da Ásia.
Genes neandertais desses encontros são encontrados em humanos hoje, e estudos recentes indicam que essas porções de DNA exercem papel em tudo, de nosso sistema imunológico à propensão a doenças.
Mas esse achado recente de um fluxo de genes na direção oposta, de humanos a neandertais, sugere que os cruzamentos estavam acontecendo milhares de anos antes.
O impacto desses genes sobre os neandertais ainda não é claro.
A descoberta, no entanto, amplia o entendimento sobre a história da migração humana.
Se os primeiros humanos estavam mantendo relações sexuais com neandertais há 100 mil anos, isso deve ter ocorrido fora da África, porque não há vestígios dessa espécie extinta no continente africano.
E isso significa que esses humanos deixaram a África antes da grande dispersão que ocorreu ao menos 40 mil anos depois.
A conclusão reforça a ideia de que houve incursões humanas precoces para fora da África. Outra evidência recente inclui a descoberta de fósseis de humanos em Skhul e Qafzehm em Israel, e pesquisas indicam que pessoas viviam na China há 80 mil anos.
"Creio que qualquer lugar no Sudeste Asiático pode ter sido ter sido o lugar desse cruzamento, já que não sabemos ao certo como neandertais e primeiros humanos modernos poderiam ter estado nas regiões entre a Arábia e a China nesta época", disse Chris Stringer, chefe de pesquisa em origem humana no Museu de História Natural de Londres.
"No momento simplesmente não sabemos como esses cruzamentos ocorreram. As possibilidades vão de trocas de parceiros relativamente pacíficas a um grupo atacando o outro e roubando fêmeas (o que ocorre com chimpanzés e humanos caçadores-coletores) e adoção de bebês órfãos."
Para Stringer, estudos genéticos eventualmente poderão mostrar "se a transferência de DNA na outra direção foi sobretudo por meio de machos, fêmeas ou na mesma proporção, mas será preciso muito mais informação antes disso."


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Inimigo das dietas? Carboidratos seriam chave da evolução

Em novo estudo, cientistas afirmam que dieta rica em carboidratos foi uma importante vantagem evolutiva

atualizado às 17h09

Eles têm má reputação entre quem quer perder peso, mas tudo indica que, há milhares de anos, alimentos ricos em carboidratos - como os tubérculos - foram cruciais para que ficássemos mais inteligentes.


Carboidratos foram importantes para a evolução humana
Carboidratos foram importantes para a evolução humana
Foto: iStock
Ao menos é esta a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, University College of London e Universidade de Sydney, que afirmam que o consumo de plantas ricas em amido foi fundamental para a evolução de nossa espécie. E a razão é simples: a glicose é um dos principais combustíveis do cérebro.
Segundo o estudo, o desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares dos carboidratos - e, em particular, dos amidos - sustentou o acelerado crescimento do cérebro "que começou a notar-se a partir do (período) Pleistoceno Médio". "A capacidade de aproveitar raízes e tubérculos ricos em amido na dieta dos primeiros hominídeos é considerado um passo potencialmente crucial na diferenciação entre os primeiros Australopitecinos de outros hominídeos", diz o estudo, publicado na mais recente edição do The Quarterly Review of Technology.
Em uma linguagem mais simples, isso quer dizer que uma dieta com alimentos ricos em carboidratos deu a nossos antepassados uma importante vantagem evolutiva (que algumas das dietas modernas ou em moda ignoram).
Os humanos têm três vezes mais cópias do gene que cria as amilases salivares - enzimas que ajudam a transformar os carboidratos em açúcares - do que o resto dos primatas.
E essa adaptação, dizem os pesquisadores, começou a ser produzida há aproximadamente um milhão de anos.

A importância da culinária
Neste momento, os humanos já haviam aprendido a cozinhar. E a multiplicação das amilases salivares havia sido uma das respostas de nosso organismo às possibilidades abertas pelo uso do fogo, pois os tubérculos crus são muito mais difíceis de processar e transformar em açúcares utilizáveis.
Segundo a equipe liderada por Karen Hardy, da Universidade Autônoma de Barcelona, isso confirma a importância da cozinha na evolução humana - e é uma má notícia para quem propõe dietas crudívoras (com alimentos de origem agrícolas crus).
Mas uma das hipóteses principais - a ideia de que, sem carboidratos, a nova dieta não haveria gerado combustíveis necessários para nossa rápida evolução - também deu novos argumentos aos críticos da chamada "dieta paleolítica" ou "dieta paleo".

Estudo deu argumentos contra dietas sem carboidratos
Estudo deu argumentos contra dietas sem carboidratos
Foto: iStock
Essa "dieta dos homens das cavernas" se baseia na ideia de que a dieta dos nossos antepassados era composta principalmente por plantas silvestres e animais selvagens. E, em geral, exclui alimentos ricos em amido, responsabilizados por boa parte da obesidade que afeta a sociedade moderna.
Hardy e sua equipe acreditam que esse não é um retrato adequado da verdadeira dieta de nossos antepassados. "Alimentos provenientes de plantas ricas em amido eram uma parte abundante, confiável e importante da dieta", argumentam no estudo, intitulado "A importância da dieta de carboidratos na evolução humana".
Eles afirmam que esses carboidratos não só eram comuns como também foram definidores da evolução humana. E continuam sendo necessários. "Os humanos modernos requerem uma fonte confiável de carboidratos glicêmicos para manter o funcionamento adequado de nosso cérebro, medula renal (parte do rim), glóbulos vermelhos e tecidos reprodutivos", explicam.
O que não significa que reduzir o consumo de calorias não seja saudável. Mas certamente confirma que, antes de começar qualquer dieta, uma consulta com um médico é um passo necessário.


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